O imã desentope artérias e muito mais

O ímã desentope artérias. E muito mais…
Pesquisadores brasileiros descobrem surpreendentes efeitos do magnetismo

Parece bruxaria. Mas descobriu-se que os ímãs atuam sobre substâncias que, aparentemente, nada possuem de magnéticas. O fenômeno ainda não tem explicação e desafia a visão convencional da ciência, recolocando em debate o próprio conceito de magnetismo. Por outro lado, as perspectivas de aplicação tecnológica são simplesmente espetaculares. Com o emprego de ímãs seria possível impedir, por exemplo, a formação de incrustações de carbonato de cálcio em tubulações de água, evitar o entupimento de canos de extração de petróleo causado por parafinas e, até mesmo, prevenir doenças como a arteriosclerose, provocada pela deposição de colesterol nas artérias. Pode-se acelerar também o processo de fermentação alcoólica, protagonizado por certas bactérias. É que tanto o carbonato de cálcio quanto as parafinas, o colesterol e as colônias de bactérias são misteriosamente afetados pela ação do campo magnético.

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Como se obtêm um imã?

Na Antiguidade, a tecnologia chinesa já era suficientemente avançada, e eles usavam dois processos para obter um ímã. Um era bem simples e ainda hoje é comum: basta esfregar uma imã — na época a magnetita — numa agulha de ferro ou aço que ela se torna, também, um ímã.

O outro processo era bem mais sofisticado e não se usa mais hoje em dia: as agulhas ou pedaços de ferro eram aquecidos até se tornarem incandescentes. Depois eram colocados na direção norte-sul até esfriar, tornando-se ímãs.

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Quem primeiro observou o fenômeno do magnetismo?

 

   Foram os gregos que procuraram explicar o fenômeno do magnetismo pela primeira vez. Descobriram que uma pedra chamada magnetita atraía espontaneamente o ferro. Da mesma forma, verificaram que um pedaço de magnetita, suspenso livremente no ar, virava sempre na mesma direção.

      Tales de Mileto, matemático e filósofo que viveu no século VI a.C., afirmava que a substância tinha “alma” e podia atrair pedaços de matéria inanimada, “aspirando-os”. As substâncias tinham vontades e desejos como se fossem seres vivos.

      Mas, ao que tudo indica, os chineses também já conheciam e utilizavam o magnetismo há tempos, inclusive na navegação. Nos primeiros séculos da Era Cristã, adivinhos chineses utilizavam “a colher que aponta para o sul”. Era uma colher construída de magnetita.

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