Eletroímãs – Parte 2

Se colocarmos uma barra de ferro chamada núcleo no interior de um solenoide, teremos um eletroímã. Com a passagem da corrente, o conjunto age como um poderoso ímã. O aumento do campo magnético acontece porque o ferro doce imanta-se, por estar no campo magnético produzido pelo solenoide, e produz seu próprio campo magnético, que é somado ao do solenoide.


Ao cessar a passagem da corrente, o campo magnético do solenoide desaparece. Daí por que o eletroímã é um ímã temporário. Os eletroímãs têm muitas aplicações no dia a dia, como nas campainhas elétricas. No esquema de uma campainha elétrica percebe-se seu funcionamento. Com o circuito aberto, não passa corrente e o eletroímã não atua. Ao fechar o circuito com um aperto do botão, a corrente passa a circular por ele, acionando o eletroímã que atrai a vareta metálica que golpeia a campainha. Assim, o circuito se abre, cessa a atração e a vareta metálica volta à sua posição inicial, fechando novamente o circuito. O processo se repetirá enquanto o interruptor estiver apertado.

 

Correntes induzidas e correntes alternadas
Uma corrente elétrica produz magnetismo. O efeito contrário é possível? O físico inglês Michael Faraday demonstrou que sim. Em determinadas condições, um campo magnético gera corrente elétrica: ele ligou uma bobina a um amperímetro e, ao introduzir rapidamente um ímã na bobina, o amperímetro assinalava passagem de corrente. É a indução eletromagnética. Um ímã em movimento gera uma corrente elétrica em um fio condutor: é a corrente induzida. Se em vez de introduzir o ímã o retirarmos, a corrente assume o sentido inverso. Se aproximarmos ou afastarmos a bobina em vez do ímã, o resultado será idêntico. A aplicação mais importante da indução é a produção de corrente elétrica. Se fizermos girar a espira no interior do campo magnético do ímã, produz-se uma corrente induzida.
Conforme a figura, a cada meia-volta da espira, a corrente muda de sentido: é uma corrente alternada. Os alternadores, componentes do sistema elétrico dos carros, são geradores de corrente alternada. Funcionam com base na descoberta de Faraday. Modificações na montagem dos coletores e escovas (contatos entre a espira móvel e o circuito no qual vai circular a corrente induzida) podem originar os geradores de corrente contínua, como são os dínamos das bicicletas.

 

Os eletroímãs nas indústrias

Sem os eletroímãs não teríamos eletricidade! Até alguns engenheiros eletricistas não sabem, mas dentro da bobina do gerador se encontra um pequeno ímã, que devido à rotação da bobina o transforma em um grande eletroímã! Assim temos a corrente alternada, que é a corrente elétrica produzida por todas as usinas elétricas em todo nosso país.
E algumas empresas o eletroímã tem função fundamental na separação de sucatas. Ele consegue separar com precisão bronze, ferro, latão,
entre outras utilidades, o eletroímã aparece também nos trens-bala e em toda tecnologia atual.
Eletroímãs são utilizados em outros tipos de serviços:

- Em pontes rolantes para transporte de peças de ferro e aço.
- Em separadores de metais ferrosos e não ferrosos,
nas esteiras transportadoras.
- Em eletromagnetos que servem de interruptores.
- Em comutadores elétricos.
- Em simples campainhas residenciais; e assim por diante, poderemos citar vários exemplos de utilização dos eletroímãs.

Adilson Silva
Técnico em Mecânica de Precisão

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